Albert Camus
Imagem da Guerra de Espanha, fotografia de Robert CapaQuando, em 1957, Albert Camus (1913-1957: passam 50 anos sobre a sua morte), recebeu o Prémio Nobel da Literatura, escreveu aos republicanos espanhóis exilados em França, as seguintes palavras:
‘Na vida de um escritor de combate, são necessárias fontes entusiásticas para combater o cinzento e a secura que encontramos na luta. Vós fostes e sois, para mim, uma dessas fontes e encontrei, sempre, no meu caminho a vossa amizade em movimento, generosa.”
Camus, um trágico do nosso tempo, conhecia o sofrimento do Prometeu agrilhoado, exposto à ferocidade da águia de Zeus, e, também, a persistência formidável de Sísifo, às voltas com a sua pedra...
Para ele, a Guerra de Espanha representava -na nobreza do ideal, na violência da paixão, na coragem do sacrifício- um exemplo maior da luta contra a vida sem justiça e, consequentemente, absurda e indigna.
‘Na vida de um escritor de combate, são necessárias fontes entusiásticas para combater o cinzento e a secura que encontramos na luta. Vós fostes e sois, para mim, uma dessas fontes e encontrei, sempre, no meu caminho a vossa amizade em movimento, generosa.”
Camus, um trágico do nosso tempo, conhecia o sofrimento do Prometeu agrilhoado, exposto à ferocidade da águia de Zeus, e, também, a persistência formidável de Sísifo, às voltas com a sua pedra...
Para ele, a Guerra de Espanha representava -na nobreza do ideal, na violência da paixão, na coragem do sacrifício- um exemplo maior da luta contra a vida sem justiça e, consequentemente, absurda e indigna.
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