E como é que vamos sair do terramoto?A sociedade em que vivemos, aqui e agora, parece presa por alfinetes.
Paulo Ferreira, cujo pertinente artigo no Jornal de Notícias de hoje transcrevi, fala certo: o futuro do governo está ameaçado.
Mas não é só o futuro do governo: é o nosso futuro.
Há anos que se faz campanha nesse sentido.
Como?
Desacreditando tudo e todos: governos, políticos, magistrados, professores, médicos, autoridades.
Sem propor nenhuma alternativa.
Vivemos numa espécie de terrorismo quotidiano da opinião e da informação destorcidas.
O governo colaborou, parcialmente, nisso?
Colaborou. Por exemplo: o modo como tratou o funcionalismo público -na obsessão de diminuir a máquina do Estado (e está a pagar já essa redução de efectivos)-, como tratou vergonhosamente os professores, como tentou atacar a magistratura, como não protegeu devidamente os médicos,
como desacreditou sindicatos e desvalorizou as exigências dos trabalhadores,
culpam-no.
Jornais e televisões -muitas vezes ou quase sempre à procura do ‘sensacional’, outras vezes por razões inconfessáveis- ajudaram, superlativamente, a compor o pacote da desgraça anunciada.
E a incultura cívica do país aceitou e cozinhou, irresponsavelmente, a receita.
Uma receita vazia, que nada sugere capaz de colmatar o buraco em que nos enterramos.
É muito grave: é a democracia que está em perigo.
Paulo Ferreira, cujo pertinente artigo no Jornal de Notícias de hoje transcrevi, fala certo: o futuro do governo está ameaçado.
Mas não é só o futuro do governo: é o nosso futuro.
Há anos que se faz campanha nesse sentido.
Como?
Desacreditando tudo e todos: governos, políticos, magistrados, professores, médicos, autoridades.
Sem propor nenhuma alternativa.
Vivemos numa espécie de terrorismo quotidiano da opinião e da informação destorcidas.
O governo colaborou, parcialmente, nisso?
Colaborou. Por exemplo: o modo como tratou o funcionalismo público -na obsessão de diminuir a máquina do Estado (e está a pagar já essa redução de efectivos)-, como tratou vergonhosamente os professores, como tentou atacar a magistratura, como não protegeu devidamente os médicos,
como desacreditou sindicatos e desvalorizou as exigências dos trabalhadores,
culpam-no.
Jornais e televisões -muitas vezes ou quase sempre à procura do ‘sensacional’, outras vezes por razões inconfessáveis- ajudaram, superlativamente, a compor o pacote da desgraça anunciada.
E a incultura cívica do país aceitou e cozinhou, irresponsavelmente, a receita.
Uma receita vazia, que nada sugere capaz de colmatar o buraco em que nos enterramos.
É muito grave: é a democracia que está em perigo.
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