quarta-feira, 19 de maio de 2010

No mercado da vida...

A alma por uma coroa de louros ainda que de oiro falso...


A fome da celebridade... , a sede de nos vermos falados..., o desejo de triunfar e arrancar palmas...,

a feira de todos os dias, a palhaçada dos nossos literatos, a corrida ao sucesso.

É a Gustave Flaubert e à sua fabulosa Correspondance, que volto, para citar esta frase:

Se procuras agradar, rebaixas-te.

Flaubert cita de memória o filósofo grego Epiteto (55-135), estóico, que dizia:

Se andas a gastastar-te por aí para contentar os outros, fica a saber que já perdeste o teu lugar.

De facto, já perdeste a tua dignidade e, sobretudo, a tua singularidade, a tua unicidade –o tesouro pessoalíssimo que será o teu.

Queres que vá mais longe? Pois bem: prostituíste-te.

2 comentários:

  1. Epiteto e Flaubert continuam vivos pelo valor do seu legado:é a única forma de conseguir o reconhecimento dos outros.

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  2. Epiteto e Flaubert continuam vivos pelo valor do seu legado,é a única forma de conseguir o reconhecimento dos outros.

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