Batalha, Capelas Imperfeitas: as coisas não são para deixar a meio Acusar o povo português de “se ter deixado chegar ao que chegou” e, por isso, “não merecer o nome que tem” –é mais que uma injustiça: é um disparate grosseiro e sintoma de desequilíbrio mental e problemas de incapacidade de viver em comunidade. Também, de esquizofrénico desprezo pelos outros. Sinal de estarmos perante um caso psiquiátrico.
E, no entanto, esse desabafo bilioso apareceu, ontem, num quotidiano dos apelidados “de referência”.
Vejamos:
1. O que acontece, aqui, acontece em toda a Europa: a crise abalou e colocou em gravíssimo risco muitos outros países, mais ou menos a assumirem-se como tal, isto é, em risco grave: da Grécia à Irlanda, passando pela Espanha e a Itália.
2. O povo português sofreu, desde 1850, uma monarquia constitucionalista que precipitou o caciquismo, o “rotativismo” de dois partidos diferentes no nome; a corrupção; e deixou de lado o desenvolvimento social, a educação, a Cultura.
3. A 1ª República caiu por trazer dentro o vírus da monarquia derrubada e com a ajuda de ultramontanos e da Igreja iluminada pelo funesto Concílio de Trento.
4. À queda da 1ª República, seguiram-se quase 50 anos de salazarismo ultra-reaccionário e anti-cultural, de polícia política, censura, repressão, incultura.
5. Em 37 anos, não se pode arrancar, completamente, um povo à ignorância, ao analfabetismo, à incultura.
6. A crise não resulta da passividade do povo português: resulta da persistência de um sistema: o neo-capitalista, o neo-liberal, cuja selvajaria, assente na especulação e no lucro, na concentração de capitais e na inexistência da moral, se auto-sofucou: se suicidou. –e nos quer exigir o dinheiro de que necessita para tentar salvar-se.
7. Isso não aconteceu, apenas, em Portugal: aconteceu, como vimos, em toda a Europa.
8. Como sair deste beco que não é um beco sem saída -e os portugueses já sairam de muitos becos sem saída aparente-?
9. Depende dos povos, dos cidadãos, quando esclarecidos, informados, educados, cultivados.
Tanta verdade. No entanto, a maré é difícil de ultrapassar.
ResponderEliminarAs oligarquias são difíceis de combater. Desculpe se me repito.
Porém, não se pode, não podemos, desistir mas por vezes, a força esvai-se: "Eles comem tudo...e não deixam nada"!
Essas "oligarquias", como lhes chama, Ana, não passam de quadrilhas de medíocres, incultos, mesquinhos, e mais nada.
ResponderEliminarTemos de os anular!