terça-feira, 26 de abril de 2011

E depois da Páscoa?




"Apesar de agnóstico, sou leitor contumaz, todos os domingos, dos artigos de Frei Bento Domingues, sempre extremamente interessantes. Mas não creio que seja suspeito, apesar de ser seu amigo e admirador. Na passada Páscoa, escreveu, como de costume, no Público um artigo, cuja parte final me permito citar, para concluir esta breve e desastrada crónica:


"Em Portugal, e não só, todas as notícias da Quaresma foram motivadas pelos efeitos do capitalismo selvagem, especulativo, sem regras, abrigado nos paraísos fiscais, mergulhando os pobres no desespero. Perante o império do dinheiro, da corrupção e da imprevidência que semeiam a morte, a mensagem da Páscoa, deste ano, deve servir para convocar a energia de toda a gente de boa vontade para que não haja indigentes entre nós (Act 4, 34). Esta seria uma Santa Páscoa!"


Mário Soares, in Diário de Notícias de hoje

2 comentários:

  1. Pois é meu querido Manuel Poppe, a Númera nos deu um dado, o dado que nos leva a Portugal. Os pobres de Portugal são ciganos (na sua grande maioria) de acordo com a contagem quantitativa de etnias. Esse dado se repetiu em Romênia, França e Hungria. E por aí vai. O que deu credibilidade foram as recomendações internacionais e o fato da pesquisa não ter sido voltada para etnias e sim para pobreza. Respeito seria bom, aí e aqui. Aqui nossos pobres são negros. Isso é absurdo. Dos muitos que ví alguns ultrapassam qualquer ordem. As crises acontecem, a pobreza se instala e muitos permanecem adormecidos ou dormentes.
    Que haja respeito em Portugal e haverão homens de boa vontade. Lute, acho bonito essa luta e tenho certeza que as coisas vão melhorar. A mediocridade não faz parte da construção da alma do povo Português.

    Muitos cravos de todas as cores - 5 mil pra ser mais exata.

    Coz. 7 - cozinha dos vurdóns

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