Obra de Kazimir Malevich (1878-1938), s.t., 1916: o artista viu e expressou, do que surpreendeu, o essencial, o coração do objecto do seu olhar Aquilo a que chamo “Carta” não a escrevi: fui buscá-la a um livro de João Gaspar Simões, Crítica I, p. 247, Livraria Latina Editora, 1942.
O grande crítico, diz (e pensei que aquilo que escreveu tem valor de mensagem aos que escolhem a expressão artística e iniciam a aprendizagem).:
“(...) o dom da expressão literária (...) Flaubert, para ensinar Maupassant a descobrir o seu estilo, mandava-o passear para o campo, recomendando-lhe que olhasse para uma árvore tanto tempo quanto fosse preciso para ela se lhe apresentar na imaginação diferente de todas as outras. Só então, segundo Flaubert, Maupassant poderia descrever por palavras suas –com estilo. Aqui está, grosseiramente, o que significa ser escritor: ter um estilo e fixar literariamente uma imagem do mundo diferente de todas as outras.”
Se, em vez de expressão literária, leres expressão artística; em vez de escritor, leres artista; e, em vez de literariamente, leres artisticamente; aqui tens a Carta a um jovem poeta, uma vez que Poesia abarca toda a Arte, ou vice-versa, Arte abarca Poesia.
Gostei imenso desta "Carta" e fez-me lembrar Mondrian e as sua árvores!
ResponderEliminarBelo!
Bom Sábado.
Espero que também tenha gostado do que diz JGS, Ana...
ResponderEliminarManuel Poppe,
ResponderEliminarGostei muito do que afirma JGS olhar, olhar, olhar para uma árvore até conseguir fechar os olhos e vê-la de outro modo.
So assim nascem os artistas. A essência é esta não é?
Um abraço!