'Reflexos', 1921, Alberto Carneiro (1872-1930) Como frui a vigília e o sono
esta matina!
Homem era ainda, e era a marina
livre e infinita.
Com as calmas douradas e os horizontes
longínquos o mar.
No fundo a que nenhum olhar pode chegar,
onde nem a sonda chega,
uma pedrinha para mim, uma coisa vã
aí havia.
Apenas para ela sorria e fremia
a imensidade azul.
in "Umberto Saba, Poesia", Assíro & Alvim, tradução de José Manuel de Vasconcelos
Eu acho que é tão lindo.
ResponderEliminarAs frases são perfeitas.
Isabel
Isabel, Só por isso fartei-me de estudar italiano e suei para entrar na poesai de Saba! A poesia é sempre o mais difícil... Domingo, conto a história, no JN.
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