sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ainda Umberto Saba

'Reflexos', 1921, Alberto Carneiro (1872-1930)



Como frui a vigília e o sono

esta matina!

Homem era ainda, e era a marina

livre e infinita.


Com as calmas douradas e os horizontes

longínquos o mar.

No fundo a que nenhum olhar pode chegar,

onde nem a sonda chega,


uma pedrinha para mim, uma coisa vã

aí havia.

Apenas para ela sorria e fremia

a imensidade azul.


in "Umberto Saba, Poesia", Assíro & Alvim, tradução de José Manuel de Vasconcelos

2 comentários:

  1. Eu acho que é tão lindo.
    As frases são perfeitas.

    Isabel

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  2. Isabel, Só por isso fartei-me de estudar italiano e suei para entrar na poesai de Saba! A poesia é sempre o mais difícil... Domingo, conto a história, no JN.

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