"La fanciulla del fiore", 1909, óleo de Gino Rossi
De quando em quando, retomo Origini dell’Arte Moderna a Venezia, de Guido Perocco (Editrice Canova, Treviso, 1972), que Aldo Zari me
aconselhou, nos idos de 1892, e demoro-me nas cartas de Gino Rossi, tão amado
pelo meu amigo que partiu.
Já aqui o disse, Rossi era um aventureiro, em permanente
combate dentro da vida, sempre dura, e a insatisfação levou-o a viajar e a buscar, em
muitas partes, o absoluto que o obcecava.
A Bretanha foi um dos seus destinos, porque Gauguin foi uma
das suas paixões.
Perocco, a propósito, escreve no livro que cito:
“O ideal romântico de Gauguin, procurar na Bretanha um mundo
novo, religiosamente ligado às forças criadoras da natureza, purificado dos
males da sociedade e dos compromissos sufocadores da livre expressão artística,
deve ter exercido um profundo fascínio sobre o jovem pintor [Gino Rossi]”.
Olhando em volta e auscultando o meu sentir, reencontro,
ainda mais tragicamente destruído, o mundo artificial e estéril que Gauguin e
Rossi rejeitaram.
'A menina da flor', que mostro acima, constitui uma homenagem
de Rossi a Gauguin e um sinal: há mundos puros além deste mundo
apodrecido em que nos deixamos triturar e despersonalizar.

É linda a pintura.
ResponderEliminarBoa noite
Boa noite, querida amiga. Esse grupo de pintores a que pertenceu o Gino Rossi, os pintores de Burano, têm obras lindíssimas.
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