Por que o escrevo?
Em primeiro lugar,
porque tudo indica que François Hollande, o candidato socialista, será o
candidato eleito.
Em segundo lugar,
porque nas suas intenções e no seu programa de governo, Hollande afirma querer
ir ao invés da política que arruinou muitos países europeus -Irlanda, Grécia,
Espanha, Portugal, Itália..., por exemplo...-, ir contra a política desregrada
e interessada que ameaça atirar o “velho continente” para o caos político e
económico.
Laurent Joffrin, na
editorial do Le nouvel Observateur desta semana, explica o que nos aconteceu -e
continua a acontecer-:
“Os valores da concorrência,
do individualismo e do lucro, dominaram esta década do capitalismo, até à catástrofe
de 2008 que só a intervenção das autoridades públicas conseguiu travar. E, na
derrocada, os dogmas liberais falharam.”
Acrescenta:
“É tempo de dar outro suporte
ao futuro das democracias ocidentais. É tempo de assentar o desenvolvimento da
economia em valores mais justos.”
Ainda:
“É tempo de subordinar
a economia de mercado às aspirações humanas”,
ou seja, digo eu: é
tempo de recuperar o princípio fundamental da democracia:
o humanismo que se coloca acima dos números e garante a liberdade, a igualdade e a fraternidade –que asseguram o Estado Social.
O nosso pequeno país,
nas mãos de um governo anacrónico cuja política é o ultra-liberalismo desregrado, a defesa das classes privilegiadas, e a austeridade, quando, por
toda a parte, a rejeitam, os cidadãos humilhados e espoliados, encontrarão, na escolha provável dos eleitores
franceses um precioso ensino e, mais cedo ou mais tarde, o mais cedo possível!, recusarão políticos que lhes impõem regras letais e dinossaurianas.
François Hollande
dixit:
“a austeridade não é o
horizonte inultrapassável da reconstrução europeia,”
E o governo de Passos
Coelho, arcaico e obtuso, já iniciou há muito, talvez desde o primeiro dia de
péssimo governo.., o suicídio, o haraquíri, em que se estripa –e do qual não
desejará participar nenhum português sensato.

Ficamos à espera com alguma esperança.
ResponderEliminarQuerida Isabel, com legitima esperança!
ResponderEliminarIsabel, com legitima esperança!!!
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