“Os romanos nunca consideraram acabada a sua educação, tanto se instruíam antes de estarem a exercer, como nos cargos de General, Comandantes dos exércitos e mesmo quando se tornavam Imperadores. Cipião Africano teve por mestre, por amigo e por confidente, Políbio, o mais excelente de todos os Historiadores que temos da antiguidade. O grande Pompeu, que comandou as Legiões Romanas com a idade de vinte e três anos, conservou sempre junto de Si, nas suas expedições, Dinis de Alicarnasso, Trajano, que tão consideravelmente engrandeceu o trono, teve Plutarco por mestre, por amigo e por confidente.
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Lendo a história da
ruína e da destruição dos Reinos e Repúblicas, nunca se atribui a causa à falta
de dinheiro ou de coisas necessárias à vida, e menos ainda à falta de um
exército. A causa disso foi a raridade de Grandes homens; quando lá faltou a
inteligência, a diligência, o conselho e a providência, únicas qualidades que,
com a força, conservam os Impérios.”
António Nunes Ribeiro Sanches in Plano para a educação da fidalguia ("Educação e Cidadania na Ilustração Portuguesa", por Fernando Augusto Machado, Campo das Letras, 2001, Porto

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