sábado, 5 de maio de 2012

Recusa a morte viva...

"Canto de amor", 1914, óleo de Giorgio de Chirico


Amigos, erguei a taça
Pelo amor e pela vida!
Vamos, brindai,
Assim,
Com firmeza igual à minha!

Façam tinir os cristais
Num ímpeto de quem vive!

Minha túnica desceu.

Caem pétalas
No vinho da minha taça.

Silêncio. Oiço o delíquio da carne.

Quem me aperta? –Quem me abraça?


António Botto in As Canções de António Botto, Livraria Bertrand, 1956


5 comentários:

  1. O poema de Botto é lindíssimo e de certa forma arrepiante. Reconheço nele a louvável luta do Manuel.
    Grata por este amanhecer!:)

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  2. Ana, a luta deveria ser a de qualquer homem vivo.. Um abraço.

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  3. Ana, a luta deveria ser a de qualquer homem vivo.. Um abraço.

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