À massificação da Cultura, hoje rebaixada a nível de produto; à corrida acéfala aos deploráveis best-sellers, impostos pelos mercenários da crítica acrítica; à ditadura da estupidez, que se estendeu às escolas, vinda directamente de universidades da mula russa –encontrou Stendhal a resposta, há quase duzentos anos, e porque a perniciosa tendência sempre existiu e agora triunfa como lei:
“Feliz a literatura que não está na moda, e feliz se apenas as pessoas a que se destina quiserem ocupar-se dela.” (citado por Jacques Rivière, em carta a Alain-Fournier, datada de 25 de Abril de 1910).
Feliz, acrescento, aquele que, livremente, de mente livre, escolhe a obra que, de facto, alguma coisa lhe diz…
Feliz a literatura e feliz os leitores que caminham sem antolhos e pelo seu pé…

Mas é pena ver como, às vezes, livros que não valem nada, vendem tanto e os bons ficam esquecidos.
ResponderEliminarUm beijinho e uma boa tarde
Gostei desta postagem. Não se pode fabricar a cultura.
ResponderEliminarBeijinho.
Isabel, a estupidez não paga imposto de onde o número de estúpidos à solta e à vontade é esmagador e daí o triunfo da imbecilidade.
ResponderEliminarA qualidade é de minorias.
Ana, pois não se pode... mas a incultura tem milhões de clientes que asseguram a sobrevivência das fábricas da estupidez.
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