E foi ao acaso das vendas ‘a retalho’ que topei um livrinho muitíssimo interessante ‘Aquilino em Paris’ (Vega, 1988), de Jorge Reis, o autor de “Matai-vos uns aos outros”, Prémio Camilo Castelo Branco de 1962, outro exilado e convertido em parisiense e, maldição da nossa raça, a amar, obviamente revoltado, a terrinha distante (http://www.apagina.pt/?aba=7&cat=152&doc=11302&mid=2).
A páginas tantas, cita Jorge Reis o Mestre d’ O Malhadinhas o qual, Aquilino, nomeia, num artigo publicado na ‘Ilustração Portuguesa’ de 19 e 16 de Abril de 1909, alguns dos artistas portuguesas que haviam escolhido Paris como refúgio.
A pátria sufocava.
“Portugal tem aqui uma colónia relativamente numerosa de artistas. Uns aclimataram-se ao meio, produzem para o povo francês e para a república, como Leal da Câmara, como os irmãos Sousa Pinto, não sei se Pratt, como Sousa Lopes, cujas mulheres amoravelmente elegantes hão-de enamorar dentro em pouco das vitrinas do Bernheim Jeune. Outros vão na embalagem a tomar posse do métier, o estudante já longe. Sales, Jardim, Alberto Silva, Viana, Cândido de Almeida. Desembarcaram ainda há pouco na gare d’ Orsay, Teixeira, Ruivo, Maltuisson, Nunes, Plantier, cujas marinhas eram já em Lisboa o enlevo das meninas da Lapa. E ‘dilettanti’ não faltam, como Rodrigo Soares que hoje pinta por amor apenas, como Leitão que compõe nus sobre a sua tatuada pele de tigre de atelir...”
Quantos ficaram e hoje se conhecem e admiram?
Falta-me, aqui, o meu queridíssimo amigo José Luís Porfírio, que tudo sabe da Arte e das artes plásticas. Ele me diria.
O Jardim, que Aquilino refere, a meio dos outros, era um pintor admirável, de vida e obra breve.
Aquilino dedica-lhe o primeiro (estupendo retrato: 110 densas e vivas páginas) dos três estudos de ‘Por Obra e Graça’.
Interessou-me e reproduzo, acima, um quadro seu.
A páginas tantas, cita Jorge Reis o Mestre d’ O Malhadinhas o qual, Aquilino, nomeia, num artigo publicado na ‘Ilustração Portuguesa’ de 19 e 16 de Abril de 1909, alguns dos artistas portuguesas que haviam escolhido Paris como refúgio.
A pátria sufocava.
“Portugal tem aqui uma colónia relativamente numerosa de artistas. Uns aclimataram-se ao meio, produzem para o povo francês e para a república, como Leal da Câmara, como os irmãos Sousa Pinto, não sei se Pratt, como Sousa Lopes, cujas mulheres amoravelmente elegantes hão-de enamorar dentro em pouco das vitrinas do Bernheim Jeune. Outros vão na embalagem a tomar posse do métier, o estudante já longe. Sales, Jardim, Alberto Silva, Viana, Cândido de Almeida. Desembarcaram ainda há pouco na gare d’ Orsay, Teixeira, Ruivo, Maltuisson, Nunes, Plantier, cujas marinhas eram já em Lisboa o enlevo das meninas da Lapa. E ‘dilettanti’ não faltam, como Rodrigo Soares que hoje pinta por amor apenas, como Leitão que compõe nus sobre a sua tatuada pele de tigre de atelir...”
Quantos ficaram e hoje se conhecem e admiram?
Falta-me, aqui, o meu queridíssimo amigo José Luís Porfírio, que tudo sabe da Arte e das artes plásticas. Ele me diria.
O Jardim, que Aquilino refere, a meio dos outros, era um pintor admirável, de vida e obra breve.
Aquilino dedica-lhe o primeiro (estupendo retrato: 110 densas e vivas páginas) dos três estudos de ‘Por Obra e Graça’.
Interessou-me e reproduzo, acima, um quadro seu.
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