A taça: depois, mudam o número...Eu não quero cá disso!
O Campeonato do Mundo de Futebol de 2018.
Nada me garante que ainda cá esteja, mas não quero mais droga, para o meu país, onde começa a haver duas únicas soluções: o alcoolismo ou o suicídio.
Não quero mais estádios, que ficam vazios.
Nem turistas: não quero que os portugueses sejam criados de ninguém: deixem-nos ganhar o pão com o suor do seu rosto, no que é deles.
O Campeonato do Mundo de Futebol de 2018.
Nada me garante que ainda cá esteja, mas não quero mais droga, para o meu país, onde começa a haver duas únicas soluções: o alcoolismo ou o suicídio.
Não quero mais estádios, que ficam vazios.
Nem turistas: não quero que os portugueses sejam criados de ninguém: deixem-nos ganhar o pão com o suor do seu rosto, no que é deles.
Turista vem e vai -e tapa as misérias.
Quero que se recuperem a pesca, a agricultura, as pequenas empresas.
Quero que se gaste ainda muito mais dinheiro, com a educação, com a investigação.
Com os ordenados de quem trabalha.
E já são tão poucos os que encontram trabalho!
Estou a marimbar-me para o tal Campeonato: não resolve a tragédia da fome.
Dos desempregados.
Dos que não conseguem sustentar a família.
Dos que devem mais do que o tamanho do Himalaia.
Dos que não têm dinheiro para pagar os remédios.
Dos que dormem na rua.
Quero que o Campeonato do Mundo de Futebol de 2018 vá dar uma grande volta ao bilhar grande e não me apareça por cá.
E que se amanhe com os da sua laia.
Aqui, quero um país feliz.
Com trabalho, com pão, com casa, qualidade de vida.
Quero que se recuperem a pesca, a agricultura, as pequenas empresas.
Quero que se gaste ainda muito mais dinheiro, com a educação, com a investigação.
Com os ordenados de quem trabalha.
E já são tão poucos os que encontram trabalho!
Estou a marimbar-me para o tal Campeonato: não resolve a tragédia da fome.
Dos desempregados.
Dos que não conseguem sustentar a família.
Dos que devem mais do que o tamanho do Himalaia.
Dos que não têm dinheiro para pagar os remédios.
Dos que dormem na rua.
Quero que o Campeonato do Mundo de Futebol de 2018 vá dar uma grande volta ao bilhar grande e não me apareça por cá.
E que se amanhe com os da sua laia.
Aqui, quero um país feliz.
Com trabalho, com pão, com casa, qualidade de vida.
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