segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A nova vigarice: o Campeonato do Mundo de Futebol de 2018

A taça: depois, mudam o número...


Eu não quero cá disso!

O Campeonato do Mundo de Futebol de 2018.

Nada me garante que ainda cá esteja, mas não quero mais droga, para o meu país, onde começa a haver duas únicas soluções: o alcoolismo ou o suicídio.

Não quero mais estádios, que ficam vazios.

Nem turistas: não quero que os portugueses sejam criados de ninguém: deixem-nos ganhar o pão com o suor do seu rosto, no que é deles.
Turista vem e vai -e tapa as misérias.

Quero que se recuperem a pesca, a agricultura, as pequenas empresas.

Quero que se gaste ainda muito mais dinheiro, com a educação, com a investigação.

Com os ordenados de quem trabalha.

E já são tão poucos os que encontram trabalho!

Estou a marimbar-me para o tal Campeonato: não resolve a tragédia da fome.

Dos desempregados.

Dos que não conseguem sustentar a família.

Dos que devem mais do que o tamanho do Himalaia.

Dos que não têm dinheiro para pagar os remédios.

Dos que dormem na rua.

Quero que o Campeonato do Mundo de Futebol de 2018 vá dar uma grande volta ao bilhar grande e não me apareça por cá.

E que se amanhe com os da sua laia.

Aqui, quero um país feliz.

Com trabalho, com pão, com casa, qualidade de vida.

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