quarta-feira, 15 de maio de 2013

Os andares da alma


Campo dè Fiori, Roma


Esta noite tive um sonho… Ou um pesadelo?

Encontrei-me a conversar com a Roberta, na sua Enoteca, em pleno Campo dè Fiori.

Um sonho ou um pesadelo?

Esses segundos, esses minutos, foram maravilha.

Onde os vivi –porque os vivi, em alegria, paz de alma, felicidade…?

Acordar -acordei ou mudei de mundo, tão vivos um como o outro?- doeu-me e muito.

E, contra todos os meus hábitos, em honra da saudade, de Roberta, do fabuloso Campo dè Fiori, onde queimaram Giordano Bruno e disseram o elogio fúnebre de Pier Paolo Pasolini, sabes o que fiz?

Fumei o último Toscano.

Diz lá na caixa: Il Sigaro Italiano Dal 1818.

Encantavam o Ângelo de Sousa, querido amigo perdido, e eu lá lhos mandava, por vias ínvias e com gente…

Fumei-o à janela, a chuva oblíqua, ou molha tolos, a ver se apagava o sigaro,  o mar ao fundo.

A roer-me, ainda, a Roma que me roubaram…


6 comentários:

  1. Manuel,
    São estes estados de alma que nos fazem sobreviver. Ninguém lhe pode roubar Roma, nem o Campo dè Fiori.

    Doeu-me a saudade e vivi lá tão pouco tempo. Imagino que o ocre, os amarelos e o perfume, por vezes estranhos da cidade, o tenham embevecido.
    Beijinhos. :))

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  2. Por vezes acordar custa... dói demasiado!
    Principalmente quando a realidade que nos espera é cruel, injusta!!

    Um beijinho.:))

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  3. Lindo!
    Há algo que ninguém pode roubar: as boas recordações!
    Um beijinho

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  4. Ana, Cláudia, Isabel... que posso dizer? Foram os melhores anos da minha vida... e quantos restam?

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    Respostas
    1. Restam muitos, se Deus quiser, e é dos (muitos) que restam, que é preciso fazer os próximos melhores!
      Tem aqui estas(e outras) amigas, para partilhar a alegria, os seus conhecimentos,os seus livros, a amizade...
      Precisamos de si!

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