presumir não das grandes partes da noite mas entre elas apenas de uma risca
de luz
alguém lhe chamaria
plausível?
por um lado vem a noite
das águas,
pelo outro vem o dia
das colinas e das matas bravas:
e na luz suposta ao
meio, alta, sumptuosa,
morro da sua risca
exacta,
ou morro da minha vida
nenhuma
ah quem tem o tempo
todo para vivê-lo e morrê-lo
assim:
turvo no rosto e nas
mãos através
do mais limpo do mundo?
Herberto Helder in Servidões, Assírio & Alvim, 2013
p.s. segundo me informou quem sabe, este livro está já esgotado em Lisboa, no Porto, em Coimbra e... na própria editora
Lindíssimo.
ResponderEliminarBeijinho e obrigada pela partilha. :)
O que prova que o português afinal não é parvo!!!! Quando lhe dão coisas boas, ele gosta de as ler...
ResponderEliminarHá para aí mais quem queira escrever coisas boas????