Campo dè Fiori, Roma
Esta noite tive um
sonho… Ou um pesadelo?
Encontrei-me a
conversar com a Roberta, na sua Enoteca,
em pleno Campo dè Fiori.
Um sonho ou um pesadelo?
Esses segundos, esses
minutos, foram maravilha.
Onde os vivi –porque os
vivi, em alegria, paz de alma, felicidade…?
Acordar -acordei ou
mudei de mundo, tão vivos um como o outro?- doeu-me e muito.
E, contra todos os meus
hábitos, em honra da saudade, de Roberta, do fabuloso Campo dè Fiori, onde
queimaram Giordano Bruno e disseram o elogio fúnebre de Pier Paolo Pasolini,
sabes o que fiz?
Fumei o último Toscano.
Diz lá na caixa: Il Sigaro Italiano Dal 1818.
Encantavam o Ângelo de
Sousa, querido amigo perdido, e eu lá lhos mandava, por vias ínvias e com gente…
Fumei-o à janela, a
chuva oblíqua, ou molha tolos, a ver se apagava o sigaro, o mar ao fundo.
A roer-me, ainda, a Roma
que me roubaram…

Manuel,
ResponderEliminarSão estes estados de alma que nos fazem sobreviver. Ninguém lhe pode roubar Roma, nem o Campo dè Fiori.
Doeu-me a saudade e vivi lá tão pouco tempo. Imagino que o ocre, os amarelos e o perfume, por vezes estranhos da cidade, o tenham embevecido.
Beijinhos. :))
Por vezes acordar custa... dói demasiado!
ResponderEliminarPrincipalmente quando a realidade que nos espera é cruel, injusta!!
Um beijinho.:))
Lindo!
ResponderEliminarHá algo que ninguém pode roubar: as boas recordações!
Um beijinho
Ana, Cláudia, Isabel... que posso dizer? Foram os melhores anos da minha vida... e quantos restam?
ResponderEliminarRestam muitos, se Deus quiser, e é dos (muitos) que restam, que é preciso fazer os próximos melhores!
EliminarTem aqui estas(e outras) amigas, para partilhar a alegria, os seus conhecimentos,os seus livros, a amizade...
Precisamos de si!
Isabel, muito obrigado.
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