Há anos, encontrei, num alfarrabista, o romance de Nuno de Montemor, A Paixão de Uma Religiosa, União Gráfica, Lisboa, s.d.
Do livro, encadernado
em pano, (Encadernação da Gráfica, Torres Vedras), na página anterior ao título,
consta:
“Liceu
de Maria Amélia Vaz de Carvalho
Prémio
concedido à aluna Maria Henriqueta Franco dos Santos da VII classe de Ciências
por ter sido a mais classificada da sua turma no ano lectivo 1936-37
Em
22-VI-938
A
Reitora”
E veio-me a nostalgia e
a ternura –quem seria a rapariguinha e como se perdera a recordação?
Também veio a pena,
quase um arrepio, a ideia, certa, de que depressa nos esquecem os que se cruzam
connosco na breve vida.
…de que somos um
acidente, um instante, um fogo-fátuo.
Comprei-o, guardei-o e
resisti, até hoje, a desfazer-me dele –a matar
aquele nome.
Deixo-vos a notícia –que
cairá no esquecimento, tal qual a jovem aluna do Maria Amália se terá apagado
no tempo.

maravilhoso texto
ResponderEliminarObrigado, Patrício. Um abraço!
ResponderEliminarVinha escrever o mesmo que o comentador anterior: tão bonito!
ResponderEliminarUm beijinho
Manuel,
ResponderEliminarO seu texto e memória são arrepiantes.
Não será de todo um acidente.
Fogo-fátuo também não pois através dos livros é intemporal.
Regozijemo-nos. :)
Isabel, a verdade é que não tenho coragem de me desfazer do livrinho... Assim, aquela rapariguinha continua viva.
ResponderEliminarAna, foi um achado que me impressionou. Um abraço
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