Óleo de Claude Monet, 1873
Pétala de Rosa
Pétala
de rosa! Olha
Do
velho poeta, não rias;
Guarda-a
na folha
Do
livro que se lê todos os dias.
Amor,
não o sacies,
Não
venhas a perdê-lo;
Põe
pelo sinal um fio de cabelo
Na
carta que me envies.
Foges-me
da vida:
E
na menina dos olhos,
Achada
ou perdida,
Ali
sempre te encontre, de sonho vestida.
Que
importa o sol tão alto,
Que
dê a luz do dia?
O
sonho, seja irmão da loucura,
É
o que dá poesia.
Afonso Duarte in O anjo da morte e outros poemas, Obra
Poética de Afonso Duarte, Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1956 (em apêndice,
um estudo de Carlos de Oliveira e João José Cochofel, Afonso Duarte e a sua obra, Apontamentos biobibliográficos, tiragem
de 600 exemplares)
Nota: dada a
dificuldade em encontrar não só esse volume como, também, as obras de Afonso
Duarte, aconselho-te o excelente Afonso
Duarte, Obra Poética, Introdução, fixação do texto, registo de variantes e
apêndice de José Carlos Seabra Pereira, Imprensa Nacional/Casa da Moeda,
Lisboa, 2008.
Muito lindo, o poema e a pintura.
ResponderEliminarUm beijinho
Isabel,
ResponderEliminarCom atraso mas com muita sinceridade, um grande beijo!