Não há razão nenhuma para não acreditares que podes construir uma vida digna: depende de ti...
Nada ficará como estava e, certamente, não se recomporá a sociedade segundo os desejos daqueles que insistem em reconstruir e consolidar quanto nos atirou para a voragem inumana do presente.
Certamente, o capitalismo
financeiro cederá o lugar a uma sociedade menos injusta.
Pois é, amigo –sou um
optimista.
Mas o meu optimismo-esperança
reforça-o a agonia evidente do sistema que levou o mundo a este descalabro e a
esta sangria.
Basta olhar a Europa, a
América.
Vivemos tempo infectado
–e as doenças têm de curar-se.
Nos finais do século
XIX, Antero de Quental apontava a urgência de uma “transformação social, moral e política dos povos.”
A transformação
aconteceu –pouco a pouco e aos soluços, construiu-se sobre erros e reacções
brutais, entre outras, o fascismo e o nazismo da primeira metade do século XX.
Venceram-se o fascismo
e o nazismo, mas o totalitarismo, agora com o rabo sentado no cifrão, foi
voltando, foi-se insinuando, lançou o mundo na pobreza, na miséria, na fome.
Fez o nosso dia-a-dia e
cobriu-te de angústia, o medo remexeu a tua alma e quis-te abúlico e
desesperado.
E não desiste, não
desistiu.
Ora lê (e pensa em
Portugal):
“Desgraçadamente,
os nossos dirigentes estão completamente ultrapassados, incapazes, hoje, de
apresentar um diagnóstico justo da situação e incapazes de trazer soluções concretas
e à altura do problema. Tudo se passa como se uma pequena oligarquia,
preocupada apenas com o seu futuro imediato, nos comandasse.”
(Manifesto Roosevelt***)
Na verdade, ao
procurarem apagar o fogo, à custa de milhões de pessoas, vão enterrando a faca
em si próprios e, ratos que são de um navio a naufragar, ao procurarem afogar-nos a nós, afogam-se a si próprios.
Subir à flor da água, salvar uma vida digna de ser vivida –depende
de ti e do teu querer.
***http://www.roosevelt2012.fr/
***http://www.roosevelt2012.fr/

Tão atual o Manifesto de Roosevelt!
ResponderEliminarManuel uma postagem interessante e pertinente. Gostei muito da fotografia.
Viver dignamente depende de nós sim, mas não conseguimos mover montanhas...
Beijinho.
Um abraço, Ana!
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