Na sua imensa capacidade de comunicar, autenticidade, humanidade, José Hermano Saraiva foi das figuras mais interessantes e importantes da televisão portuguesa.
Ensinou milhões de
pessoas.
Ficámos a dever-lhe
muito.
Tiro o chapéu a um
homem singular.
A um homem bom.
A um homem generoso e apaixonado.

Vi há pouco na televisão.
ResponderEliminarPartilho inteiramente a mesma admiração.
Uma pessoa que sabia muito e sabia cativar quem o ouvia. Ficavamos presos ao ecrã, a escutá-lo.
Um beijinho e bom fim-de-semana
Caro amigo, Manuel Poppe
ResponderEliminarOs amigos divergem em muitas coisas.É este o caso sobre a figura aludida.Como os filósofos, em lógica formal, distinguiria e "sub-distinguiria".Bom comunicador seria.Por vezes, com conteúdos culturais e históricos relevantes de carácter divulgador mas sem grande rigor nos documentos e sua análise.Na área da análise histórica e literária sobre Camões,espalhou no mundo, ao menos português, muita imprecisão e erros.Na vida política, durante o Estado Novo, como ministro de Salazar,foi perseguidor e carrasco de muitos estudantes.Só por isto, rejeito a sua "humanidade" e " bondade".
Caro Amigo, aceito as suas observações. Esqueci o negativo e sublinhei o positivo. Um abraço.
ResponderEliminarE o irmão exilado ?
ResponderEliminarFoi meu professor na Sorbonne.
Sim, é uma época que fenece com eles... mas a roda da vida gira, felizmente.
Eva, também uma personalidade muito interessante, completamente diversa de JHS e que deixou livros muito importantes. Conheci-o em Paris.
ResponderEliminarNão há dúvida que foi um excelente comunicador. E, apesar das análises um pouco fora do meio científico, ele contribuiu para que muitos jovens o escutassem e isso foi importante.
ResponderEliminarQuanto ao passado, houve sempre homens bons mesmo que não se concorde com a sua política. Creio que ele era uma boa pessoa, só assim se explica que depois do 25 de Abril tenha feito tantos programas televisivos.
Como sabe, não me revejo no Estado Novo, mas quem somos nós, homens, para julgar os outros?
Ele teve um papel de divulgador. Se levou pessoas a pesquisar, isso já foi bom.
A formação dele era jurídica. No site da Academia de Ciências prestaram-lhe homenagem, para pertencer à Academia era porque tinha o seu valor.
Se calhar já falei demais.
Boa noite! :)
Ana, não sei o que é cientifico no campo das humanidades.
ResponderEliminarClaude Lévy-Strauss não era um cientista: era um homem que tentava entender os outros. Foi essa farsa do cientismo que deu cabo da Literatura (do ensino da literatura), entre outras coisas.
JHS era um homem culto e ofereceu aos outros a sua cultura.
Quanto à bondade dos que, durante 50 anos, abandalharam e exploraram este país, estamos conversados:
safados a roubar o outro e a castrar a inteligência.
Temos todo o direito de julgar quem nos deu cabo da vida -quem está a dar-nos cabo da vida.