sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Secos por dentro



Em tempo de estertor da ética, de medo ao ideal, de vulgarização da vida, aqui deixo, um pouco constrangido, como se certas palavras devessem ser ouvidas ou lidas, religiosamente, a recato, longe de olhos que as possam macular,

trago este versículo d’ A Imitação de Cristo, obrinha iluminada, maravilhosa, que um fradinho, que ninguém sabe ao certo quem era, escreveu, há setecentos anos:

Ó fraqueza, ó negligência do nosso viver que tão depressa apagou o antigo fervor! Tudo, agora, cansa a nossa covardia e nos torna a vida aborrecida”.

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