Irene Lisboa (1892-1958)Já falei disso, noutro lugar: José Régio admirava muito Irene Lisboa e ouvi-lhe: “Se não fosse portuguesa, considerá-la-iam um novo Tchekov...”
Era sua intenção e preocupação escrever um longo ensaio sobre Irene. Mas o tempo é padrasto...
Na organização dos três programas que dediquei à autora de ‘Voltar atrás para quê’, na RTP, no meu programa O Livro à Procura do Leitor, conheci a sua grande amiga, Ilda Moreira, outra mulher extraordinária.
Ela cofiou-me o sofrimento de Irene, durante a doença e o internamento hospitalar, à beira da morte.
Irene Lisboa era uma mulher muito bonita, dizem-no os retratos e confirmou-me João Gaspar Simões, que privou com ela.
Ora, quando já hospitalizada, José Régio manifestou o desejo de a visitar.
-Como é que ele soube que eu estou doente? –perguntou a Ilda Moreira.
E, depois:
-Diz-lhe que já não estou em estado de ser visitada, nem de receber visitas.
Sabia-se diminuída fisicamente e não queria que a vissem assim.
Era sua intenção e preocupação escrever um longo ensaio sobre Irene. Mas o tempo é padrasto...
Na organização dos três programas que dediquei à autora de ‘Voltar atrás para quê’, na RTP, no meu programa O Livro à Procura do Leitor, conheci a sua grande amiga, Ilda Moreira, outra mulher extraordinária.
Ela cofiou-me o sofrimento de Irene, durante a doença e o internamento hospitalar, à beira da morte.
Irene Lisboa era uma mulher muito bonita, dizem-no os retratos e confirmou-me João Gaspar Simões, que privou com ela.
Ora, quando já hospitalizada, José Régio manifestou o desejo de a visitar.
-Como é que ele soube que eu estou doente? –perguntou a Ilda Moreira.
E, depois:
-Diz-lhe que já não estou em estado de ser visitada, nem de receber visitas.
Sabia-se diminuída fisicamente e não queria que a vissem assim.
Foi, agora, a arrumar papéis que encontrei essas notas, e aqui as deixo.
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