segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Portugal em leilão


Toca a vender tudo que a mama acaba em Novembro 2015...


Não vou condenar nenhum daqueles que se  diz estarem implicados na imensa vigarice do inconcebível gold visa, e, em breve (?), serão submetidos a juízo.

Respeito um princípio que, infelizmente, quase por regra, se desrespeita em Portugal:

ao juiz cabe condenar o arguido, inocente até que se prove a sua culpa.

Mas há um réu cuja culpa, evidentíssima, justifica -mais que justificar, impõe- imediata condenação:

o governo.

Aplicado na venda de todas as fontes de lucro para o Estado, decidiu, agora, vender as terras de Portugal.

Basta-lhe gastar meio milhão de euros, em terrenos portugueses (mesmo as casas arrastam consigo terrenos e há casas dentro de terrenos enormes…), para que o estrangeiro goze de um especial gold visa.

Depois, fará o que entender, tomará posse de outros bens de terra alheia.

Bens dos que não têm casas, nem dinheiro para as comprar ou alugar, nem trabalho, nem, dinheiro para sobreviver -os que estão à rasca (e são milhões) e precisam de dinheiro: entregam, por tuta e meia, o que ainda tiverem. 

Já se venderam entre 1000 a 2000 golds visa.

Já se vendeu a nossa terra.

Em breve deixará de ser nossa.


E isso é criminoso: é roubar,  aos cidadãos, a terra em que nasceram.    

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