quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A eternidade


A eternidade



“…no creo en las brujas pero que las hay, las hay!”

Todos nós conhecemos a frase castelhana:

“não acredito em bruxas mas que há, há!”

Pouco tempo passou desde que me interroguei, neste blogue, sobre a morte, a realidade da morte, e lembrei a presença de Aldo Zari no meu espírito, na minha alma.

Hoje, abri, ao acaso, o eterno Le Petit Prince, de Antoine de Saint-Exupéry, e saltou lá de dentro -lá o guardara- o postal do grande pintor.

“VE 12-11-2000
CARO MANUEL:
MI HÁ FATTO TANTO TANTO PIACERE LA TUA TELEFONATA.
COME HAI SENTIDO IO STÒ BENE E SONO ABBASTANZA IMPEGNATO, ANCHE SE NON PROPRIAMENTE NEL MIO CAMPO.
ACCETO LE COSE CHE VENGANO… SONO QUELLE CHE SONO CONCESSE DAL DESTINO.
PRIMA O POI CI VEDREMO?
SPERAMO DI SI!
T’INVIO I MIEI PIÙ CARI SALUTI.
SALUTAMI MARIA, GUI E DIOGO.
COM LA VERA AMICIZIA A TI ABBRACIO.
ALDO”



Nunca mais voltaríamos a ver-nos, adiávamos sempre, e a nossa separação física remontava a 1985.

Hoje, dia 12 de Novembro de 2014, reencontrei o postal datado do dia 12 de Novembro de 2000.

Acaso? Mero acaso?

Ou foi Aldo que bateu à porta da saudade?

Poderia dizer:

não credito nas almas mas lá que as há, há!




O postal e o acaso...
  

2 comentários:

  1. Eu não acredito em bruxas, mas acredito que alguma coisa superior faz essas coisas acontecerem. De alguma maneira o Manuel continua ligado ao seu amigo e ele lá onde está sabe disso...
    Acredito nisso...

    Um beijinho grande :)

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