Cristovam Pavia
Cruzei-me com Cristovam
Pavia uma vez única.
Há 51 anos, na redacção
d’ O Tempo e Modo, onde colaborei
brevemente e desde o primeiro número.
Foi-me apresentado no
gabinete de Pedro Tamen.
Éramos muito jovens. Ficámos
pelo tradicional aperto de mão e ele, olhos baixos, murmurou qualquer coisa.
Depois, eu via-o, para
lá, e para cá, inquieto, insatisfeito, apertado pelas palavras de que não se libertava.
Disse-as nos poemas
admiráveis, belos e verdadeiros, que deixou.
Sim, era uma pessoa
autêntica. Todo ele: dos pés à cabeça.
Sincero a viver a vida.
Sincero consigo e com os outros.
Tem um preço.
Pagou-o.
Foi direito a ele e
desafiou-o.
Óleo de Chagal
Notícia:
http://www.infopedia.pt/$cristovam-pavia
Notícia:
http://www.infopedia.pt/$cristovam-pavia


Não conheço os poemas. Não percebi bem porque morreu tão novo.
ResponderEliminarBeijinho. :))
Pela pior das razões, Ana: o suicídio debaixo de um comboio.
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