quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Cristovam Pavia

Cristovam Pavia


Cruzei-me com Cristovam Pavia uma vez única.

Há 51 anos, na redacção d’ O Tempo e Modo, onde colaborei brevemente e desde o primeiro número.

Foi-me apresentado no gabinete de Pedro Tamen.

Éramos muito jovens. Ficámos pelo tradicional aperto de mão e ele, olhos baixos, murmurou qualquer coisa.  

Depois, eu via-o, para lá, e para cá, inquieto, insatisfeito, apertado pelas palavras de que não se libertava.

Disse-as nos poemas admiráveis, belos e verdadeiros, que deixou.

Sim, era uma pessoa autêntica. Todo ele: dos pés à cabeça.

Sincero a viver a vida. Sincero consigo e com os outros.

Tem um preço.

Pagou-o.

Foi direito a ele e desafiou-o.


Óleo de Chagal


Notícia:

http://www.infopedia.pt/$cristovam-pavia




         

2 comentários:

  1. Não conheço os poemas. Não percebi bem porque morreu tão novo.
    Beijinho. :))

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  2. Pela pior das razões, Ana: o suicídio debaixo de um comboio.

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