Este homem não tem a alma congelada
Américo Rodrigues publicou uma antologia dos post que
publicou no seu blogue com o mesmo nome: Café
Mondego.
Américo Rodrigues despertou uma cidade -a Guarda- e, ao mesmo
tempo, fez -e faz- tremer raízes tenebrosas, abriu-lhe as portas da Cultura.
É uma personalidade fortíssima, amada e inevitavelmente detestada.
Respeitada pela obra e perseguida, por ter inquietado quem dormia há séculos, no rimanço
da imbecil resignação; por ter aberto, à cidade e àqueles que tinham sede de
saber, as portas do fabuloso mundo das Artes.
Durante 9 anos, dirigiu, magistralmente, o Teatro Municipal
da Guarda e acendeu as luzes de uma cidade às escuras.
Hoje, é o ex-director do TMG -afastado por um apaixonado da
ignorância.
Por um obsoleto.
Por um apagador do Espírito.
Neste seu livro, Américo Rodrigues aparece inteiro: homem sem
medo, frontal, vertical, cavaleiro da Távola Redonda.
Esta interessantíssimo antologia do Café Mondego explica o ódio que despoletou
e o preço que pagou -e mostra quanto a Guarda lhe deve.
Ele limitou-se a apontar os reizinhos nus, os malefícios da
estupidez, a corrupção rampante, e, também os caminhos bloqueados cujos muros
tentou deitar abaixo.
E muito conseguiu.
A Guarda, por mais que os rancorosos, os ignorantes
incuráveis, os mafiosos queiram, já nunca mais voltará a ser como foi.
Américo Rodrigues semeou uma outra Guarda -e ela aí está, a
mexer-se e a combater.
E ele aí está, a lutar pela sua Guarda, em cada linha que
escreve, em cada gesto que faz.
p.s. parabéns a Daniel Rocha pela excelente introdução e selecção de textos; parabéns a Sérgio Gamelas pela excelente capa.
p.s. parabéns a Daniel Rocha pela excelente introdução e selecção de textos; parabéns a Sérgio Gamelas pela excelente capa.

Obrigado, Mestre!
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