Obra de Claude Monet ou a frágil -e eterna- beleza da vida
“Uma pequena formiguinha andando às voltas no deserto imenso do pano claro sobre o tampo da mesa a que estou sentado.
A
certa altura, não sei porquê, para, deita-se de costas, estrebucha uns escassos
minutos, e morre.
Pobre
formiguinha.
Terá
morrido por se haver perdido relativamente há muito do seu formigueiro?
Ou,
sentindo-se mal, sentindo-se doente, terá pressentido que iria morrer, e fugiu
do formigueiro com vergonha de ser vista moribunda pelas companheiras; pelas
amigas; pelas outras formiguinhas?
(É
sabido: muitos animais, de muitas espécies, fogem, isolam-se, escondem-se para
morrer.)
*
E
vá-se lá conferir o mistério de todas as mortes, sejam elas quais forem.
Até
um vegetal, uma simples flor que vai ficando murcha, (moribunda, morta) na
pequena jarra onde a pusemos fresca e bonita, parece-me às vezes pedir-me
desculpa pela sua cadavérica decadência. Pela sua inocente mas indecente: feia,
como que suja, vergonhosa decadência!”

Perguntas pertinentes...
ResponderEliminarDeve ser um livro muito interessante.
Vou tentar encontrar.
Um beijinho.:))
Não tente -eu já o tenho aqui para si. Um beijo.
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