Américo Rodrigues: na sua integridade, verticalidade e alma ferida, ele tornou-se no símbolo do ódio à Cultura que caracteriza o capitalismo financeiro, aos trambolhões em Portugal e a dar cabo do nosso País, da nossa Identidade, da nossa Diferença
Portugal inteiro -todos
os portugueses, com vergonhosas excepções- foram este anos, e mais uma vez,
vítimas do mau governo -e de que maneira!
Desemprego, fome,
miséria, emigração obrigatória, eis o que nos tem oferecido o governo de Passos
Coelho.
E, também, o que é
gravíssimo e nos faz regressar aos anos salazaristas: a destruição da Cultura.
A arbitrária demissão
de Américo Rodrigues de Director do Teatro Municipal da Guarda, é o exemplo
máximo da perseguição à Cultura, ao Ensino, às Artes, que Coelho e os seus desenvolvem.
Américo Rodrigues criou
o TMG.
Abriu as portas da
Cultura à Guarda.
Arrancou a Guarda ao
anonimato.
Internacionalizou a
Guarda.
Trouxe, à Guarda, que o
mesmo é dizer a Portugal, os melhores espectáculos, o melhor teatro, a melhor
música, o melhor bailado -os melhores artistas e intelectuais.
Divulgou a existência
de um pequeno país, mais ou menos ignorado, pela Europa, pelo Mundo.
Educou milhares de
pessoas.
É um homem livre.
É um homem
independente.
É estruturalmente
democrata e defensor do Estado Social, do Estado Protector.
E é um homem que não
sacrifica a nenhum partido político.
É um combatente pela
Liberdade da Cultura.
Todas essas preciosas
qualidades, todo esse precioso trabalho, incomodaram o novo presidente da Câmara
Municipal da Guarda, vindo de Gouveia, escanchado na mula do seu partido, o
PSD.
E eis o neo- presidente
da CMG a demitir Américo Rodrigues, indignado, por certo, com a sua
personalidade: ser Américo Rodrigues um homem de Cultura, ser um superior divulgador
de Cultura, ser um homem independente.
Não levou a mão à
pistola, como ameaçava e praticava Goebbels; optou por mostrar que não é desses,
quis-se moderado: levou a mão ao telefone.
Cumpriu a cartilha do governo e, ao que parece, do
PSD, que o sustentam: proibiu a Cultura.
Empobreceu a Guarda,
empobreceu os portugueses -sujou ainda mais o governo e o PSD.
Não creio que tenha
chegado onde queria: nem Américo se cala, nem a Cultura se enterra.
A semente que Américo
Rodrigues espalhou é indestructível: medrou.
Afinal creio que, ao
vitimarem-no, o honraram.
Bem haja, Américo!

A cultura e a educação ensinam as pessoas a pensar e quando as pessoas não pensam não dão problemas.
ResponderEliminarQue pobre país o nosso.
Desejo-lhe um bom domingo, aproveitando o que ninguém pode roubar: o Sol, que hoje (pelo menos por enquanto) resolveu aparecer.
Um beijinho
Isabel, é isso mesmo! Bom Domingo com o nosso belo e único sol português! Beijos.
Eliminar"Bem haja, Américo" - como dizemos na Beira. E está tudo dito.
ResponderEliminarAmigos da Licorne: é assim mesmo! Um grande Homem o nosso Américo!
EliminarNão o conheço, nem isso importa. Trata-se de um Homem que teve a ousadia de lutar pela Cultura num país que se quer analfabeto - e que por acaso é o nosso! - e por esse "crime" foi penalizado.
ResponderEliminarPor isso, pela luta por um bem essencial, o meu agradecimento, o meu respeito.
GL, disse tudo. Justamente. Um abraço.
ResponderEliminarManuel, infelizmente as pessoas com as excelentes e raras qualidades de Américo Rodrigues, são preteridas pois não alinham em jogadas. São VERTICAIS!!
ResponderEliminarUm beijinho.:))
Manuel,
ResponderEliminarNem tenho palavras.
Apenas quero dizer que a sua partilha e denúncia é um oásis.
Beijinho.
Cláudia: é isso mesmo. Um beijo.
ResponderEliminarAna, segui a minha consciência e aprendi isso sozinho, desde a infância... na Guarda, terra de gente dura, vertical, sincera. Um beijo.
ResponderEliminarOs valores querido amigo dificilmente nos são tirados...deixamos essa riqueza aos nossos filhos.
ResponderEliminarE a consciência tem que pesar muito em alguém...se é que a têm!!