Há um murmúrio de
prece: -Vai nascer! Nascerá,
A coberto da noite, num
lugar ermo e puro!
O coração, alerta,
indaga: -Quem vem lá?
E responde-lhe a fé, a
vibrar: -O futuro!
Homem de Portugal, que
o ódio não reduz:
É Natal, é a hora da
alegria e da esperança!
Esquecidos o sangue, a
agonia da cruz,
Vilezas da traição e
crueza da lança!
Quem nascer fechará, na
mão breve, o teu mundo,
Tão pequeno ele é! Mas
tão denso e pesado!
Se a alma for além, se
o amor for profundo,
Sustentará, também, o peso
do passado.
E, sim, sustentará, por
vigor da vontade,
Para um alto ideal,
numa ascese de luz:
Tudo quanto é manhã
chama-se mocidade,
E a mocidade nasce
quando nasce Jesus!
António Manuel Couto
Viana in Uma Vez Uma Voz, Editorial
Verbo, 1985

Belíssima escolha!
ResponderEliminarUm Feliz Natal, Manuel Poppe.
Um beijinho terno.:))
Muito bonito!
ResponderEliminarCláudia, bem... lá me vão chamar reaccionário outra vez... que o Couto Viana é proibido... Feliz Natal!
ResponderEliminarMargarida, bonita és tu! Um beijo!
ResponderEliminar