Ressurreição
Desta minha janela,
agora aberta
Sobre uma quietação
nostálgica de Inverno,
Com um sol que é só
lembrança
De um outro sol mais
fúlgido e mais brando,
Que nunca mais senti
como em criança;
Desta janela que, a
sonhar, deserta,
Fica sem ver sua
paisagem, quando
Na manhã silenciosa que
desperta
Um vento frio e fino
vai passando;
Desta janela de
paisagem vária,
Como os meus olhos,
quando a via,
Onde tenho passado
instantes raros,
De uma sem par
melancolia;
Os desígnios de Deus
são-me hoje claros,
Leves e doces como a
luz do dia…
Francisco Bugalho in Na Mão de Deus, Antologia da Poesia
Religiosa Portuguesa, Organizada por José Régio e Alberto de Serpa,
Portugália Editora, 1958
Lindo!
ResponderEliminarBom rapariga! Bom Natal!
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