esse
fogo
tragam
esse fogo
para
aqui
para
o lugar do
fingimento
rotina
e
palavras frias
alimentemos
o fogo
com
promessas
mentiras
hipocrisia
e
minúsculos grãos
de
morte
conservemos
o fogo
soprando
caindo
e
desfalecendo
mãos
e gestos
doentes
garantindo
que o fogo
vergonhoso
e bárbaro
nunca se apague
Américo Rodrigues in A Casa Incendiada, Luzlinar/Bosq-íman:os
livros/2012 (livro que será apresentado hoje, às 17,30, por José Manuel Mota da Romana, na Sala Tempo e Poesia, da Biblioteca
Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda)
o "fogo" largado pelos poetas é sempre libertador...
ResponderEliminarCostumo espreitar o blogue do autor e gosto da poesia dele que lá vou encontrando.
ResponderEliminarUm beijinho
Sem dúvida, Luís,e, no caso, de um poeta de muito valor.
ResponderEliminarIsabel, fico muito contente por saber! Um abraço.
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