Vicente Sanches
Ao anunciar, aqui, a
publicação de mais um livro de um excelente escritor, Vicente Sanches, Dezoito Aforismos ou Ordens Teatrais
Religiosas, Ordens Religiosas Teatrais, omiti a notícia constante das
badanas do volume:
“Nota
Explicativa: Encontram-se em fase tipográfica (e já relativamente adiantada)os
dois Volumes das minhas Obras Completas, que a Fundação Calouste Gulbenkian (em 2010)
programou editar (com simultânea saída para ambos os Volumes).”
Uma boa notícia, já que
Vicente Sanches, a publicar, há mais de 50 anos, em edições de autor, uma Obra de muita qualidade,
pertence ao número dos ignorados na Feira das Vaidades Literatas.
Uma novidade que
agitará essa Feira –onde tudo acontece em regime de socorros mútuos e tambores
e clarins espalhados pela comunicação social.
Daí que o cão de Pavlov
renasça entre nós, isto é, no campo da literatice, e os candidatos a leitores
que procuram autores caiam na artimanha do tocar da campainha e se comportem
pavloviana e caninamente.
A realidade é que, com
a morte e o rápido enterro de João Gaspar Simões, -e os gatos pingados foram os
literatos que o temiam e odiavam-, a crítica literária congelou, em Portugal.
E o leitor comum está
nas mãos dos artistas-arautos da banha da cobra.
Agora, conhecida a
notícia do interesse da Gulbenkian em Vicente Sanches, o público manipulado
pelos membros da sociedade de socorros mútuos (temporários…) que é a praça das
vaidades literatas, talvez veja uma luz ao fundo do túnel da pobreza cultural
comercializada.
E se liberte e escolha
por si.
Nota: é de elementar justiça sublinhar que a editora Cotovia publicou cinco volumes da vastíssima obra de Vicente Sanches

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