segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Nós e a pátria

"A liberdade guiando o povo", óleo de Eugène Delacroix


José Rodrigues Miguéis, a abrir o seu livro É proibido apontar, Reflexões de um burguês, e numa espécie de prefácio (Do Autor, com humildade, texto datado de Lisboa, Novembro de 1963), retrata o seu herói, Artur cujo olhar acompanha, subentende-se, todos os capítulos, de 1927 a 1947:

Patriota, embora da escola da amargura, era-o com certeza.

E, depois:

“vem a propósito citar as palavras de Colin Mac-Innes***, brilhante escritor inglês nosso contemporâneo: “…quem ama o seu país pensa sempre, primeiro, naquilo que nele lhe desagrada. (…) e é porque o ama que lhe é tão penoso o que parece obstruir-lhe o crescimento e frustrar-lhe a beleza.”  

***http://en.wikipedia.org/wiki/Colin_MacInnes

2 comentários:

  1. Será que lhe obstruímos a beleza, por pensarmos no que nos desagrada no nosso país?

    Uma citação terrível.

    ResponderEliminar
  2. Ana, um texto lúcido... JRM, que foi colega de Irene Lisboa nos cursos de pedagogia, no estrangeiro, sofreu retrocesso do salazarismo. Emigrou.

    ResponderEliminar