José Rodrigues Miguéis,
a abrir o seu livro É proibido apontar,
Reflexões de um burguês, e numa espécie de prefácio (Do Autor, com humildade, texto datado de Lisboa, Novembro de 1963), retrata o seu herói, Artur cujo olhar acompanha, subentende-se, todos os
capítulos, de 1927 a 1947:
“Patriota,
embora da escola da amargura, era-o com certeza.”
E, depois:
“vem a propósito citar
as palavras de Colin Mac-Innes***, brilhante escritor inglês nosso
contemporâneo: “…quem ama o seu país
pensa sempre, primeiro, naquilo que nele lhe desagrada. (…) e é porque o ama
que lhe é tão penoso o que parece obstruir-lhe o crescimento e frustrar-lhe a
beleza.”
***http://en.wikipedia.org/wiki/Colin_MacInnes

Será que lhe obstruímos a beleza, por pensarmos no que nos desagrada no nosso país?
ResponderEliminarUma citação terrível.
Ana, um texto lúcido... JRM, que foi colega de Irene Lisboa nos cursos de pedagogia, no estrangeiro, sofreu retrocesso do salazarismo. Emigrou.
ResponderEliminar