segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Raul Brandão e o tempo que vivemos




“Sofia:

…eu não posso, eu não sei exprimir o que sinto, mas compreendo que a vida não pode ser assim –não se pode ser pobre e desgraçado, pobre e humilhado. Neste mundo atroz, neste mundo onde não há a esperar piedade nem justiça, só os desgraçados é que têm de cumprir o seu dever?

(…)

Neste mundo onde se grita, ninguém ouve os gritos dos que sofrem?”

Raul Brandão in O Gebo e a Sombra, Edição de A Renascença Portuguesa, Porto, 1923

2 comentários:

  1. Esta obra foi escrita nos dias de hoje?!
    Mas parece!! De tão actual.
    Raúl Brandão é magnífico. A sua escrita tão bela, tão poética.
    Gosto imenso de Raúl Brandão.
    E, as Memórias?! Só de um grande escritor...
    Beijinhos.:))

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  2. Querida Amiga, um GRANDE! Obra de todos os tempos e, infelizmente, no aqui transcrevo, neste nosso tempo de ladrões governantes... Um grande abraço!

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