"Dia de Outono", 1879, óleo de Isaac Levitan
Ir, vir
Ir, vir…
Ir. Manhã, ar fresco,
paisagem nova.
Vir. Tarde. Hora dos
poetas, dos que não cantam e passam pelas coisas apenas gozando, surpreendidos
e ternos.
Se em cada lugar da
terra eu perdesse a minha humana essência, aquilo que me iguala ao que é e ao
que foi!
Nesta hora divina,
nesta formosa tarde como ser?
Que me tentava?
Não sei.
Terra, luz, ar,
amenidade indizível!
Irene Lisboa, com o
pseudónimo de João Falco, in Outono
havias de vir, Edição da “Seara Nova”, s.d.
Tão bonito!...
ResponderEliminarSó mesmo a Irene Lisboa!!
Um beijinho.
Tanta beleza, no poema e na pintura!
ResponderEliminarCláudia, sim, muito bonito. E, querida amiga, andam estes literatos a dizer assim e assado e a analfabetizar a gente...
ResponderEliminarIsabel, fico contente. A Isabel é, pela sua delicadeza, uma prima da Irene Lisboa. Um abraço.
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