quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Outono

"Dia de Outono", 1879, óleo de Isaac Levitan


Ir, vir

Ir, vir…
Ir. Manhã, ar fresco, paisagem nova.
Vir. Tarde. Hora dos poetas, dos que não cantam e passam pelas coisas apenas gozando, surpreendidos e ternos.

Se em cada lugar da terra eu perdesse a minha humana essência, aquilo que me iguala ao que é e ao que foi!
Nesta hora divina, nesta formosa tarde como ser?
Que me tentava?
Não sei.
Terra, luz, ar, amenidade indizível!

Irene Lisboa, com o pseudónimo de João Falco, in Outono havias de vir, Edição da “Seara Nova”, s.d.

4 comentários:

  1. Tão bonito!...
    Só mesmo a Irene Lisboa!!
    Um beijinho.

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  2. Tanta beleza, no poema e na pintura!

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  3. Cláudia, sim, muito bonito. E, querida amiga, andam estes literatos a dizer assim e assado e a analfabetizar a gente...

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  4. Isabel, fico contente. A Isabel é, pela sua delicadeza, uma prima da Irene Lisboa. Um abraço.

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