sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Bom dia, com um grande homem



Jean Jaurès (1859-1914)

Há homens de espinha direita e há vermes acomodatícios. 

Neste momento duro, desumano, amoral, que atravessamos, aparentemente condenados a sofrer (até quando?) a vontade do capitalismo financeiro agonizante em busca de oxigénio no sangue dos desprotegidos inocentes –aqui te deixo a imagem de um Homem, assassinado por um extremista direitista, culpa sua, dele, Jaurès, ser um Homem que amava os outros homens e se batia pela liberdade, a igualdade e a fraternidade. Um socialista –não um arranjista.

Fui buscá-la a um artigo de Gilles Candar, que saiu em Le Monde (10/10/12), a propósito de uma antologia de textos de Jaurès, recentemente publicada. 

“Rebelde Jean Jaurès? O adjectivo convém a uma glória republicana, que repousa no Panteão, ao líder socialista cujo nome é o de centenas de ruas, França fora (…)? Certamente. Há, nele, uma parte de inflexível: a sua revolta contra a ordem das coisas, o seu amor à luta, ao debate, à “liberdade verdadeira, plena, à liberdade viva”. Uma força que impõe a liberdade de justiça, a criação de novos direitos, a defesa das vítimas da ordem social(…).

Jovem universitário e deputado republicano, Jaurès revolta-se, contra a mentira, o reino do capital sem freio, a corrupção intocável. Socialista, em 1890, Jaurès é sempre um republicano, um republicano inteiro que quer transformar em vida o lema: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.

[Reclama] a liberdade, não apenas  para as eleições, mas, também, em todos os domínios: na universidade e na escola, no artesanato e nas fábricas.”

http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Jaur%C3%A8s

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