Jean Jaurès (1859-1914)
Há homens de espinha
direita e há vermes acomodatícios.
Neste momento duro, desumano, amoral, que
atravessamos, aparentemente condenados a sofrer (até quando?) a vontade do
capitalismo financeiro agonizante em busca de oxigénio no sangue dos
desprotegidos inocentes –aqui te deixo a imagem de um Homem, assassinado por um
extremista direitista, culpa sua, dele, Jaurès, ser um Homem que amava os
outros homens e se batia pela liberdade, a igualdade e a fraternidade. Um
socialista –não um arranjista.
Fui buscá-la a um
artigo de Gilles Candar, que saiu em Le
Monde (10/10/12), a propósito de uma antologia de textos de Jaurès, recentemente publicada.
“Rebelde
Jean Jaurès? O adjectivo convém a uma glória republicana, que
repousa no Panteão, ao líder socialista cujo nome é o de centenas de ruas,
França fora (…)? Certamente. Há, nele, uma parte de inflexível: a sua revolta
contra a ordem das coisas, o seu amor à luta, ao debate, à “liberdade
verdadeira, plena, à liberdade viva”. Uma força que impõe a liberdade de
justiça, a criação de novos direitos, a defesa das vítimas da ordem social(…).
Jovem universitário e deputado republicano, Jaurès revolta-se, contra a mentira, o reino do capital sem freio, a corrupção intocável. Socialista, em 1890, Jaurès é sempre um republicano, um republicano inteiro que quer transformar em vida o lema: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.
[Reclama] a liberdade, não apenas para as eleições, mas, também, em todos os domínios: na universidade e na escola, no artesanato e nas fábricas.”
http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Jaur%C3%A8s

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