Camilo Castelo Branco, por Júlio Pomar
Num café da periferia, desta monstruosa grande Lisboa, dormitório de trabalhadores mal pagos, descaracterizados e ancilosados, algures, num enxerto de taberna em casa de pasto, onde me refugio, às vezes, a escrever e a escutar quem lá vai, gente doída e maltratada, que já nada remedeia e nada espera, náufragos da sociedade canibal –ouvi:
Num café da periferia, desta monstruosa grande Lisboa, dormitório de trabalhadores mal pagos, descaracterizados e ancilosados, algures, num enxerto de taberna em casa de pasto, onde me refugio, às vezes, a escrever e a escutar quem lá vai, gente doída e maltratada, que já nada remedeia e nada espera, náufragos da sociedade canibal –ouvi:
“-Um homem não chora.”
E logo, veemente, a
resposta de um pobre solitário, encostado ao balcão e a remexer o cálice de
aguardente:
“-Um homem só chora por
amor!”
Andava, por ali, Camilo.

Era bem provável!
ResponderEliminarRomântico como era...
Um beijinho e um excelente fim-de-semana.
Cláudia, e andava por lá porque nunca morre e é o tabelião da alma portuguesa... Bjs. bom fim de semana!
ResponderEliminarPARABÉNS!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ResponderEliminarMuito obrigada, Manuel Poppe!
ResponderEliminarSabe que está bem presente...
Um beijinho.:))