"Toma
lá que te dou eu
rapariga
de fortuna!
uma
mão cheia de nada
outra
de coisa nenhuma"
Esta quadra popular foi escolhida por Irene Lisboa como epígrafe de um dos seus belos livros: Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma.
Ilda Moreira, a grande amiga de Irene Lisboa, escreveu, algures, no dia 14 de Novembro de 1973:
"livro de puríssima e transbordante imaginação, transcrita na sua linguagem mais elegante e realística"
De facto, o estilo imponderável de Irene Lisboa dir-se-ia voar por cima da realidade, esvair-se logo que apresentado -e, no entanto a oferta é um bem: o nada é tudo.
E aqui ouso sugerir o que tu, provavelmente, já pensaste: a genial autora de Solidão foi leitora atenta, apaixonada, de Dostoievski -e tal qual este, complexa, profunda.
E aqui ouso sugerir o que tu, provavelmente, já pensaste: a genial autora de Solidão foi leitora atenta, apaixonada, de Dostoievski -e tal qual este, complexa, profunda.

Então a seguir vou ler esse que recomenda e que tenho, entre vários, a ler.
ResponderEliminarUm bom fim-de-semana