Esta mulher luta por nós
Sabedor da deserção portuguesa
e que neste momento se soma mais uma há que já existia: agora, tudo na praia, juntos para
parecerem muitos e, sobretudo, juntos na vontade de não pensarem na miséria
para que os atira quotidianamente este governo; e esta se junta à que já existia e era a
resignação e a inexistência social (real) de partidos políticos.
Aqui venho.
Apesar disso.
Apesar de saber do fictício que rói a nossa sociedade:
Aqui venho.
Apesar disso.
Apesar de saber do fictício que rói a nossa sociedade:
dos políticos.
Porque essa espécie vive à margem do povo, dividida entre a própria máquina que a forma -o partido-
e a Assembleia da República, onde discute - só aparentemente aguerridamente, discute quem lá chega (e para isso e para o governo, estuda).
Essa gente não fala
senão entre si.
Essa gente não
esclarece ninguém nem explica a ninguém o que anda, exactamente, a fazer.
Essa gente é de outro
mundo.
Não é do nosso, que
nos vemos à rasca para chegar com as contas certas ao fim do mês.
No tempo em que os
homens esperavam -tinham esperança-, no Portugal do 25 de Abril, no tempo em que ser político
não era uma carreira, uma profissão: era a vontade de realizar um Ideal,
nesses curtos anos de
oiro, apaixonantes (duros e dolorosos, certamente, mas era inevitável, tão podre nos deixara o salazarismo), as pessoas falavam e aprendiam umas com as outras.
E havia as sessões de
esclarecimento.
E havia amigos, não havia "os senhores deputados, os senhores ministros & Cia e etc".
Havia gente, havia povo.
Nós.
A fossa criada entre o
povo e quem os governa ou quem se diz sabedor da solução para a tragédia
portuguesa só será tapada quando nós falarmos uns com os outros,
quando quem julgar saber
e quem quiser saber encontrarem um dialogante.
Quando se discutir
aberta e livremente o nosso futuro, o fim do roubo, da infâmia, da
criminalidade encapotada.
As palavras de Ana
Drago foram essa abertura: essa oferta: esse diálogo.
Bem haja!
E vamos todos a isso,
que o nosso país está a acabar!

Muito Bem!!!
ResponderEliminarQuerida afilhada, isso que aí digo é tão evidente que só vê quem não quer... Ou por covardia, ou por indiferença. ou por egoísmo... Ou por estupidez... herdada dos 50 anos do salazarismo castrador... Um beijo, saudades.
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