sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Fui buscar este antigo post para o oferecer á minha amiga Ana, que aprecia o genial Umberto Saba


Umberto Saba e os pássaros...

Umberto Saba (11883-1957) e Italo Svevo (1861-1928) foram considerados os maiores escritores do século XX italiano.
Ambos são de Trieste, cidade que só voltou à Itália em 1918. Pertenceu ao império austro-húngaro, e a fronteira, a leste, abriu-a à Eslovénia. E já agora: é, também, a terra natal de Claudio Magris (o autor de Danúbio, editado, entre nós, pela Dom Quixote).
Mas vamos ao sodo, como se diz em italiano; vamos ao osso, ao essencial.
Quem ouviu a entrevista de ontem, que António Levy Ferreira me fez, para a Rádio Universitária do Minho (aliás, podem ouvir-está guardada- no site, programa Livros com Rum), talvez se lembre da minha frase seguinte: ‘As nossas razões são tão respeitáveis como as razões dos outros”. A única condição que punha era que fossem elas sinceras, autênticas. Desculpem citar-me mas (Pessoa recorria ao mesmo expediente) sou o exemplo que tenho mais perto...
Admiro, profundamente, Umberto Saba.
O seu Canzoniere é meu livro de cabeceira, há mais de 30 anos.
Tenho a sorte de poder lê-lo no original (traduzir poesia é quase impossível... e ressalvo, aqui, a excelente tradução que José Bento fez de Pablo Neruda, Antologia de Pablo Neruda, Editorial Inova, defunta, julgo...).
Admiro o grande poeta e admiro o homem de uma cara só.
Ora leiam o que segue, tirado de uma carta do pintor Gottuso, militante do PCI, ao libertário Saba: “nunca foram tão necessários homens como tu, que se preocupam com os outros, que transmitem aos outros a sua consciência humana, os seus sofrimentos e a sua luz –e não importa de que coisas fales porque falas, sempre, como homem e falas do coração humano”.
Escrevi, sobre Saba, em Novas Crónicas Italianas(Teorema) e noutros lugares.

1 comentário:

  1. Concordo plenamente, Manuel. Cheguei a Saba por si e estou profundamente preso à extrema sinceridade!
    Grande abraço!

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