“Enfim, um pássaro cantou…
Que me diz aquela voz
que eu não esperava? Porque ela tem um valor… Eu quero que ela tenha um valor!
Diz-me, naturalmente,
que nós somos uns seres muito sensíveis e inquietos, que tudo nos agita. E… ai
de nós quando deixarmos de assim ser!
Ai de nós quando
cegarmos e ensurdecermos moralmente!
Só de pensar na
perfeita indiferença, ou na perfeita serenidade, o coração se me aperta. Penso
que será a antecipação da morte.”
Irene Lisboa in Solidão, Notas do punho de
uma mulher, 1ª edição, assinada com o pseudónimo João Falco, Seara Nova, Lisboa, 1939

Caro Manuel Poppe
ResponderEliminarAgradeço as suas escolhas. Este é um recanto que alimenta a alma e às vezes a pacifica. Permita-me que tenha levado este excerto de Irene Lisboa, (com os devidos créditos).
Um abraço blogueiro,
Cara blogueira, fico muito contente! Um abraço!
ResponderEliminarObrigada. Um abraço!
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