domingo, 5 de agosto de 2012

Bom dia, com uma grande escritora portuguesa

"Manhã no Dnieper", 1881, óleo de Arkhip Kuindji


“Enfim, um pássaro cantou…

Que me diz aquela voz que eu não esperava? Porque ela tem um valor… Eu quero que ela tenha um valor!

Diz-me, naturalmente, que nós somos uns seres muito sensíveis e inquietos, que tudo nos agita. E… ai de nós quando deixarmos de assim ser!

Ai de nós quando cegarmos e ensurdecermos moralmente!

Só de pensar na perfeita indiferença, ou na perfeita serenidade, o coração se me aperta. Penso que será a antecipação da morte.”

Irene Lisboa in Solidão, Notas do punho de uma mulher1ª edição,  assinada com o pseudónimo João Falco, Seara Nova, Lisboa, 1939  

3 comentários:

  1. Caro Manuel Poppe
    Agradeço as suas escolhas. Este é um recanto que alimenta a alma e às vezes a pacifica. Permita-me que tenha levado este excerto de Irene Lisboa, (com os devidos créditos).
    Um abraço blogueiro,

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  2. Cara blogueira, fico muito contente! Um abraço!

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