quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Salvar Portugal



A Grécia e o seu combate dizem-nos respeito porque também nós - também Portugal- estamos envolvidos no processo de sufocação e castração de povos europeus organizado e activado pelo capitalismo financeiro, na esperança de assim resolver a crise que provocou e agora o aflige.

Mas, antes de debatermos o drama grego, cabe-nos debater o nosso drama.

A comunicação social, a imprensa, as TVs, as rádios, dão, e de que maneira!, relevo à Grécia e sublinham as suas dificuldades, os seus aparentes fraquejos, na esperança de, assim, nos desanimar, de, assim, esmagar em nós a vontade de reagir ao mau governo que nos vem destruindo há mais de três anos e meio.

Na esperança de assistir, mais uma vez, à apatia da gente de brandos costumes e resignações.

Na esperança de nos verem dobrar a espinha, engolir a fome, o desemprego, a indignidade, e calar-mo-nos.

A comunicação social, ao serviço do governo, insistindo no problema grego, transformado em circo, atira-nos, diariamente, areia para os olhos.

Desvia, da nossa desgraça, a nossa atenção.

E começamos a perder tempo: oito meses passam num instante.

Há que denunciar, debater e condenar os crimes do governo da coligação que afoga Portugal.

Se não temos jornais, temos a rua.

Temos praças.

Temos salas.

A maior das nossas responsabilidades é defender o nosso país, o nosso povo, o futuro dos nossos filhos e do nosso país –vítima dos mesmos carrascos que assaltaram a Grécia, a Espanha, a Irlanda, a Itália, a Áustria, França: toda a Europa, grande parte do mundo –porque o capitalismo financeiro é globalizante.

Cada um lute no seu espaço, de todas as maneiras que possa.

Se a mentira domina o governo e a comunicação social, a verdade é que ainda não nos amordaçaram nem nos arrancaram a língua, a caneta, o computador.

Os partidos da oposição têm que sair para a rua, dirigir-se aos cidadãos, esclarecê-los.

Há que repor –URGENTEMENTE- as sessões de esclarecimento.

Os políticos dos partidos políticos da oposição têm de se afirmar e mostrar-se aos que, daqui a oito meses, irão votar.

Podem ter a certeza que essa atitude ajudará a Grécia, a Espanha, a Itália, a Irlanda, a Áustria, a França, em suma, todas as vítimas do holocausto incendiado pelo capitalismo financeiro.

3 comentários:

  1. É sempre bom passar aqui e reparar na sua luta constante. Uma energia muito positiva.
    Beijinho.:))

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  2. Cara Ana, como sabe, não tenho nenhuma ambição política, mas entendo ser meu dever, como cidadão e como escritor, de denunciar a situação mais grave que vi desde o dia 24 de Abril de 1974.
    Um beijo.

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  3. Cara Ana, como sabe, não tenho nenhuma ambição política, mas entendo ser meu dever, como cidadão e como escritor, de denunciar a situação mais grave que vi desde o dia 24 de Abril de 1974.
    Um beijo.

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