A Grécia e o seu combate dizem-nos respeito porque também nós - também Portugal- estamos envolvidos no processo de sufocação e castração de povos europeus organizado e activado pelo capitalismo financeiro, na esperança de assim resolver a crise que provocou e agora o aflige.
Mas, antes de
debatermos o drama grego, cabe-nos debater o nosso drama.
A comunicação social, a
imprensa, as TVs, as rádios, dão, e de que maneira!, relevo à Grécia e
sublinham as suas dificuldades, os seus aparentes fraquejos, na esperança de, assim,
nos desanimar, de, assim, esmagar em nós a vontade de reagir ao mau governo que
nos vem destruindo há mais de três anos e meio.
Na esperança de
assistir, mais uma vez, à apatia da gente de brandos costumes e resignações.
Na esperança de nos verem
dobrar a espinha, engolir a fome, o desemprego, a indignidade, e calar-mo-nos.
A comunicação social,
ao serviço do governo, insistindo no problema grego, transformado em circo,
atira-nos, diariamente, areia para os olhos.
Desvia, da nossa
desgraça, a nossa atenção.
E começamos a perder
tempo: oito meses passam num instante.
Há que denunciar,
debater e condenar os crimes do governo da coligação que afoga Portugal.
Se não temos jornais,
temos a rua.
Temos praças.
Temos salas.
A maior das nossas
responsabilidades é defender o nosso país, o nosso povo, o futuro dos nossos filhos
e do nosso país –vítima dos mesmos carrascos que assaltaram a Grécia, a
Espanha, a Irlanda, a Itália, a Áustria, França: toda a Europa, grande parte do mundo –porque o capitalismo financeiro é globalizante.
Cada um lute no seu
espaço, de todas as maneiras que possa.
Se a mentira domina o
governo e a comunicação social, a verdade é que ainda não nos amordaçaram nem
nos arrancaram a língua, a caneta, o computador.
Os partidos da oposição
têm que sair para a rua, dirigir-se aos cidadãos, esclarecê-los.
Há que repor –URGENTEMENTE-
as sessões de esclarecimento.
Os políticos dos
partidos políticos da oposição têm de se afirmar e mostrar-se aos que, daqui a
oito meses, irão votar.
Podem ter a certeza que
essa atitude ajudará a Grécia, a Espanha, a Itália, a Irlanda, a Áustria, a França, em suma,
todas as vítimas do holocausto incendiado pelo capitalismo financeiro.

É sempre bom passar aqui e reparar na sua luta constante. Uma energia muito positiva.
ResponderEliminarBeijinho.:))
Cara Ana, como sabe, não tenho nenhuma ambição política, mas entendo ser meu dever, como cidadão e como escritor, de denunciar a situação mais grave que vi desde o dia 24 de Abril de 1974.
ResponderEliminarUm beijo.
Cara Ana, como sabe, não tenho nenhuma ambição política, mas entendo ser meu dever, como cidadão e como escritor, de denunciar a situação mais grave que vi desde o dia 24 de Abril de 1974.
ResponderEliminarUm beijo.