Benito Mussolini
Em tempo de Carnaval,
não resisto a roubar ao livro Il Poeta
Innamorato, de Pier Antonio Quarantotti Gambini (Edizioni Studio Tesi,
Pordenone, 1984) meia dúzia de linhas hilariantes que nos revelam o sentido da
ironia caustica, arte desconhecida no grande poeta triestino Umberto Saba
(reconhecido, ex aequo com outro
triestino, Italo Svevo, o melhor
escritor italiano do século XX).
Ora leiam…e divirtam-se:
“Durante
o vinténio fascista, Umberto Saba nomeava frequentemente Mussolini; e, se
estava num lugar público, baixava a voz e espreitava em volta. (…) Precaução,
no fim e ao cabo, inútil porque ele não chamava Mussolioni pelo nome, nem dizia
“il duce”; ele chamava-lhe: “o cubo”.
Nem mais, nem menos!

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