domingo, 15 de fevereiro de 2015

Das personagens (tristemente) carnavalescas... por cá abundam, mas fica para outra vez

Benito Mussolini

Em tempo de Carnaval, não resisto a roubar ao livro Il Poeta Innamorato, de Pier Antonio Quarantotti Gambini (Edizioni Studio Tesi, Pordenone, 1984) meia dúzia de linhas hilariantes que nos revelam o sentido da ironia caustica, arte desconhecida no grande poeta triestino Umberto Saba (reconhecido, ex aequo com outro triestino,  Italo Svevo, o melhor escritor italiano do século XX).

Ora leiam…e divirtam-se:

“Durante o vinténio fascista, Umberto Saba nomeava frequentemente Mussolini; e, se estava num lugar público, baixava a voz e espreitava em volta. (…) Precaução, no fim e ao cabo, inútil porque ele não chamava Mussolioni pelo nome, nem dizia “il duce”; ele chamava-lhe: “o cubo”.

Nem mais, nem menos!

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