"No campo", Renoir
Abro o Caderno de Paris
(Verão de 1958) e encontro, copiado, a poesia de Francis Jammes, J’aime dans le temps…
E leio os primeiros versos:
J’aime
dans le temps Clara d’Ellébeuse
l’écolière
des anciens pensionats,
qui
allait,les soirs chauds, sous les tilleuls
lire
les magazins d’autrefois.”
Essa poesia fazia parte
de uma antologia que um amigo, não lembro qual, me emprestou à data.
Nunca consegui
encontrar o livro de Jammes com essa pequena maravilha.
Mas nunca a esqueci,
tal qual nunca esqueci os dois meses parisinos,
que tanto me deram!
Não esqueci os amigos, Pablo
Guevara, poeta peruano, Edgardo Rivera… Teresinha de Almeida, a jovem
brasileira que se perdeu na bruma…
E, quando releio
Jammes, é a minha juventude, a crescer sobre a adolescência, que volta e dói.
Tudo passa? Não: tudo
fica. Certo, enquanto ficarmos...
a poesia:
http://fr.wikisource.org/wiki/J%E2%80%99aime_dans_le_temps

Tudo fica e é bom ter boas memórias para recordar!
ResponderEliminarE outras se continuarão a juntar, porque a vida não para!
A pintura é linda:)
Um beijinho:)
Isabel, sim, tudo fica mas às vezes dói muito... Tem razaão: Renoir é um grande pintor. Um bom continuar de semana! Bjs.
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