domingo, 1 de fevereiro de 2015

Memória


"No campo", Renoir



Abro o Caderno de Paris (Verão de 1958) e encontro, copiado, a poesia de Francis Jammes, J’aime dans le temps…

E leio os primeiros versos:

J’aime dans le temps Clara d’Ellébeuse
l’écolière des anciens pensionats,
qui allait,les soirs chauds, sous les tilleuls
lire les magazins d’autrefois.”

Essa poesia fazia parte de uma antologia que um amigo, não lembro qual, me emprestou à data.

Nunca consegui encontrar o livro de Jammes com essa pequena maravilha.

Mas nunca a esqueci, tal qual nunca esqueci os dois meses parisinos, que tanto me deram!

Não esqueci os amigos, Pablo Guevara, poeta peruano, Edgardo Rivera… Teresinha de Almeida, a jovem brasileira que se perdeu na bruma…

E, quando releio Jammes, é a minha juventude, a crescer sobre a adolescência, que volta e dói.

Tudo passa? Não: tudo fica. Certo, enquanto ficarmos...



a poesia:

http://fr.wikisource.org/wiki/J%E2%80%99aime_dans_le_temps

2 comentários:

  1. Tudo fica e é bom ter boas memórias para recordar!
    E outras se continuarão a juntar, porque a vida não para!

    A pintura é linda:)

    Um beijinho:)

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  2. Isabel, sim, tudo fica mas às vezes dói muito... Tem razaão: Renoir é um grande pintor. Um bom continuar de semana! Bjs.

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