Um livro precioso, com belas fotografais e excelentes historielas, janela aberta para um mundo que não pode morrer...
Ofereceu-me, hoje, um
amigo muito generoso, L miu purmeiro
lhibro an Mirandés/O meu primeiro livro em Mirandês, texto de Carlos Ferreira,
fotografia de Paulo Magalhães, Edição Planeta Vivo, Outubro de 2005.
Jorge Sampaio -o último
Presidente da República inteligente e culto, após o 25 de Abril-, num Prefácio
breve, abre o livro com estas palavras:
“Um
grande pensador do nosso tempo, Georges Steiner, diz que uma língua que desaparece
é um mundo que acaba. A defesa do mirandês é a defesa de um mundo de memórias,
de tradições, de evocações, de experiências. E também de sonhos, de projectos,
de afectos.”
Nada há a corrigir ou a
acrescentar a isso.
Ligam-me a Mirandela,
antepassados meus, vindos através de meu pai; pude verificar, gravado no
parapeito do balcão do antigo tribunal, a passagem de um Lopes Cardoso, juiz,
na terra, em meados do século XVII.
Pormenor, eu sei, mas…
…liga-me a
Trás-os-Montes a minha infância, a minha adolescência e juventude.
Liga-me a
Trás-os-Montes a minha avó Augusta, que me contou histórias inesquecíveis,
quando na Guarda.
Ligam-me genes.
E, olhando o Interior,
de norte a sul, reparo que também tudo isso são mundos em risco.
A quanto sei, o belíssimo
livro que me ofereceram hoje está esgotado.
E digo: eis um sinal da
triste realidade: Portugal esgota-se.

Deve ser um livro interessantíssimo! É uma pena estar esgotado.
ResponderEliminarUm beijinho. Desejo-lhe um bom domingo:)
Isabel, é muito interessante. Saiu-me a sorte grande! Boa noite e um bom domingo. Bjs.
ResponderEliminarIsabel, é muito interessante. Saiu-me a sorte grande! Boa noite e um bom domingo. Bjs.
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