Este povo bom, generoso, cândido e de tanta pureza cuja se afirma logo a seguir à desconfiança, quando vê o outro ferido. Não merece o que lhe fazem, o abuso. O roubo. Este povo que aceita a fatalidade e vai embora. Que se afirma e reconhece, com a saudade dentro, diante dos que o admiram por honesto, capaz, verdadeiro. Este povo que aqui vive mal. Tão mal! A nossa vergonha: o consentimento, a resignação, a traição. Partem e de repente assumem, na saudade do país, a alegria de haver conseguido e, diante do estrangeiro, afirmado a diferença, a origem, portugueses que vencem e sempre esperaram ser apreciados pelos que deixaram atrás. A pátria empurrou-os para o exílio e eles mostram à pátria que perdeu os homens de que precisava.”
do Diário Íntimo

Sempre os nossos "estrangeirados" pelo mundo fora, des-apreciados, empurrados ...
ResponderEliminarTão triste este pensamento!
ResponderEliminarÉ um novo livro?
Bom Ano