O pequeno boi
cinzento
claro
ruminando.
Leio-lhe um poema.
Fita-me
com olhos de desinteresse
crescente.
Mergulha a cabeça na erva
alta
húmida.
Não quer saber de poesia
e de outras inutilidades.
Quer saber
(quero saber)
das palavras que se desfazem
na boca
das sílabas que vivem
no feno
do pequeno bicho
que pousou neste momento
no orvalho das letras.
Américo Rodrigues in acidente poético fatal, Luzlinar, Bosq-íman: livros, 2011
Gosto da poesia de Américo Rodrigues, que vou lendo no Café Mondego.
ResponderEliminarBom fim-de-semana
Um bom fim de semana, querida Amiga!
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