terça-feira, 6 de setembro de 2011

António Nobre visto por Mário de Sá-Carneiro

António Nobre


ANTO

Caprichos de lilás, febres esguias,
Enlevos de Ópio –Íris-abandono...
Saudades de luar, timbres de Outono...
Cristal de essências langues, fugidias...

O pajem débil das ternuras de cetim,
O friorento das carícias magoadas;
O príncipe das Ilhas transtornadas-
Senhor feudal das Torres de marfim...

Lisboa 1915 –fevereiro 14

2 comentários:

  1. Ana, já notou, certamente, na afinidades profundas que há entre Nobre e Sá-Carneiro. Duas almas que andaram por cá e noutros mundos.

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